A cooperação de ADAPTACLIMA II num segundo momento e em função dos resultados obtidos no Plano de Enquadramento de Acção trabalharão em distintos grupos de capitalização para a transferência de resultados. Em concreto está previsto o trabalho em três linhas:

  • Acções de capitalização na regulamentação e gestão públicas que incidem sobre a alteração climática.
  • Acções de capitalização para fomentarem a formação e a sensibilização sobre as alterações climáticas; o objetivo é sensibilizar um amplo grupo, desde a consciencialização infantil à formação universitária.
  • Acções de capitalização para a transferência de resultados no âmbito empresarial e agrário; o objetivo é transferir conhecimento ao sector privado para mitigar os efeitos das alterações climáticas.

REGULAMENTAÇÃO E GESTÃO PÚBLICA

viviendayenergia

Recomendações para a reabilitação energética e sustentável e normativa técnica para as construções que ajudem a atenuar as alterações climáticas.

Trata-se de adaptar a normativa técnica da habitação e a construção para a atenuação das alterações climáticas tendo em conta a adaptação das casas, com reflexo na legislação para as habitações.

Como produto final está prevista a realização da edição de um Livro de recomendações para a reabilitação de edifícios e casas para a atenuação das alterações climáticas.

O Instituto Galego de Habitação e do Solo da Junta de Galiza, capitalizarão com este projecto  os resultados de ADAPTACLIMA I, bem como outros projectos como Pyrosudoe, E4R, Enerbuilca, Mi ciudad AC2, Sofias, com o objectivo de aproveitar todas as ferramentas existentes para o mesmo fim.

Será igualmente realçada a difusão destas recomendações mediante a organização de palestras a técnicos, construtores e promotores.

Rio DueroTransferência dos resultados obtidos no sector da água dos projectos SUDOE a sua gestão eficiente e sustentável nos territórios ribeirinhos do Douro.

A Associação Ibérica de Municípios Ribeirinhos do Douro, (AIMRD) em colaboração com a Universidade de Trás os Montes e Alto Douro (UTAD), vão desenvolver esta acção numa perspectiva dupla: o uso sustentável da água e o território fluvial.

Baseando-se nos estudos realizados pelos projectos anteriores, capitalizando os seus produtos, resultados, conclusões e recomendações, a dita capitalização tomará a forma de: iniciativas e ferramentas de assessoria para a legislação a favor da luta contra a mudança e promoção de políticas de adaptação; acções que sejam extrapoláveis e rentáveis para as empresas; actividades de formação e de sensibilização de todos os públicos; e actividades de difusão e visibilidade com grande impacto mediático.

A AIMRD lidera a transferência dos resultados obtidos no sector da água dos projectos SUDOE e a sua gestão eficiente e sustentável. Realizará também eco-auditorias em edifícios administrativos e nas suas instalações para obter um diagnóstico e poder formular propostas de melhoria na gestão da água. Promoverá também processos de participação pública para a intervenção nos territórios fluviais, bem como a sua integração dentro da dinâmica de tomada de decisões da Administração local.

Por outro lado, o território fluvial do Douro enquadra-se no trabalho de prevenção de inundações, no desenvolvimento da regulamentação urbanística em defesa do território fluvial e a promoção da participação no voluntariado ambiental.

Os resultados do projecto serão difundidos no território do Douro mediante a organização de três seminários em Espanha (AIMRD) e dois em Portugal (UTAD).

FORMAÇÃO E SENSIBILIZAÇÃO

Jornadas educativas ADESVAL11_1024x768Formação e sensibilização das crianças e dos jovens às alterações climáticas.

A Associação para o Desenvolvimento do Vale Alagón (ADESVAL), em colaboração com o IGVS, vão realizar acções de sensibilização e de formação na intensão de elaborar um dossier de Boas Práticas para a formação e a sensibilização das crianças e dos jovens às alterações climáticas.

Este trabalho se realizar-se-á na Aula de Natureza de “Canchos de Ramiro como ambiente natural de referência”. O trabalho permitirá capitalizar os resultados obtidos da unidade didáctica elaborada no ADAPTACLIMA I sobre a alteração climática, mediante a sua utilização na Aula e a realização de palestras em colégios.

arquitectura cambio climaticoElaboração e desenvolvimento do módulo de regulamentação das alterações climáticas para os cursos de Arquitectura Superior ou Técnica e Engenharia.

O IGVS desenhará um módulo formativo universitário em matéria de alteração climática para os cursos de Arquitectura Superior, Arquitectura Técnica e Engenharia, com o objetivo de que os estudantes adquiram uma formação integral para a aplicar na sua carreira profissional.

TRANSFERÊNCIA NO ÂMBITO EMPRESARIAL E AGRÁRIO

huella C02 viñedoImpacto das alterações climáticas e cálculo da pegada de carbono no sector vitivinícola.

O Instituto Basco de Investigação e Desenvolvimento Agrário (NEIKER), em colaboração com o associado Bodegas Faustino, continuarão o trabalho iniciado no projecto ADAPTACLIMA I, com o aperfeiçoamento dos modelos do impacto climático sobre os vinhedos, utilizando um sistema de informação geográfica que incorpore a informação sobre o solo e as variantes climáticas.

A participação activa de Bodegas Faustino como associado dotará o projecto de zonas piloto onde realizar e validar as modelizações. Além disso, Bodegas Faustino participará nos seminários com a intenção de divulgar no sector as mudanças no manejo actual e futuro dos vinhedos, tanto em relação ao impacto das alterações climáticas como sobre a redução da Pegada de Carbono.

pilotage irrigationAperfeiçoamento dos sistemas de informação aos agricultores para uma gestão mais eficaz dos recursos hídricos.

A Câmara de Agricultura da Dordonha vai desenvolver uma plataforma web que proporcione informação aos agricultores para os trabalhos de regadio na Dordonha com um sistema de acompanhamento dos níveis da água que permita gerir a rega através da transmissão de dados técnicos por GSM, alertas por meio de SMS, etc. Para isso incorporarão dados meteorológicos locais e análises hidrológicos locais para definir os recursos hídricos disponíveis.

Desta forma está previsto abordar questões como: a possibilidade de manter a produção na avaliação económica do efeito das alterações climáticas, a previsão da cobertura das necessidades de água com os recursos existentes, o desenho de novos planos técnicos e culturas adequados e o cálculo das necessidades de armazenamento de água. Para isso, elaborar-se-á uma cartografia que incorpore todos estes critérios e a criação de um modelo do potencial dos solos. Trata-se de realizar uma ferramenta informática que permita modelar nas bacias hidrográficas, dados de clima, solo e agronómicos para informar e alertar todos os públicos das consequências da alteração climática no território.